Mistagogia: espiritualidade e investimento eficiente em vista da Escola em Pastoral

Mistagogia: espiritualidade e investimento eficiente em vista da Escola em Pastoral

“Dai-nos olhos para enxergar as necessidades de nossos irmãos e irmãs”. Com estas sábias palavras da Liturgia Eucarística VI-D iniciamos esta reflexão sobre a espiritualidade escolar, um investimento eficiente que visa alcançar a realidade tão desejada de uma Escola em Pastoral. Pode soar estranho trazer a ideia de investimento para dentro de um tema pastoral sobre espiritualidade, mas na verdade, se faz necessário. Em épocas como a que atravessamos, muito se fala em investimentos tecnológicos e inovações, mas pouco se aplica estes conceitos à espiritualidade. Aliás, para quem desejar se aventurar na aplicação destes termos à espiritualidade (investimento, inovação e espiritualidade), cuide bem para compreender com clareza sua essência. Não podermos aprofundá-los aqui, para não perder o foco do tema, mas registramos nossa provocação para reflexões posteriores.

São muitos os desafios que envolvem o tema da espiritualidade no contexto escolar e despertam uma série de perguntas: como desenvolver a espiritualidade de uma forma adequada em nossas escolas católicas tendo presente um contexto confessional tão diversificado? É possível uma espiritualidade desenvolvida junto a pedagogia? De que forma a espiritualidade pode ser desenvolvida sem ser proselitista, ou rasa, ou ainda sem gerar ou fomentar um sincretismo religioso? Aliás, como desenvolvê-la sem perder a identidade confessional católica e, ao mesmo tempo, respeitar o diálogo inter-religioso, o ecumenismo e a liberdade daqueles que não professam uma fé, mas participam conosco em nossas escolas? Estas perguntas apresentadas não são apenas retóricas. Elas retratam alguns dos inúmeros desafios que encontramos em nossas Comunidades Escolares e, também por isso, precisam de respostas, ao menos, caminhos de reflexões que possam nos ajudar chegar a elas.

Sem descuidar dos mais diversos desafios e as mais variadas realidades pastorais de nossas Escolas Católicas em todo o Brasil, mas desejosos de estimular a cada uma delas, comecemos de uma forma simples, a partir de uma realidade possível sugerindo um pequeno e singelo grupo pastoral que se dispõe a preparar as orações, celebrações litúrgicas e até mesmo, algumas festividades junto as equipes pedagógicas. Certamente seus corações se encontram ardentes e desejosos de colocar os pés a caminho (Lc 24, 32-33). Uma adequada preparação litúrgica desse pequeno grupo poderá gerar frutos surpreendentes, dos quais, mais a frente iremos apresentar. Essa preparação exige um Agente Pastoral com formação teológica sólida, capaz de conduzir um trabalho “mistagógico” com esta equipe e, será louvável, se puder ser acompanhada de uma irmã ou irmão consagrados.

Boselli em sua obra “O sentido espiritual da liturgia”, publicado pelas edições CNBB, nos ensina que a mistagogia consiste no “conhecimento do mistério narrado pelas Escrituras e celebrado pela liturgia”. Ela é um recurso eficiente para a espiritualidade da Comunidade Escolar, ela é, em si, a fonte e a força desta espiritualidade desejada e se for devidamente aplicada à pastoral escolar poderá produzir diversos benefícios, como por exemplo, uma espiritualidade mais madura, além do alcance de resultados qualitativos à pastoral. Podemos começar pelo engajamento da equipe; quanto mais engajamento pastoral, maior será a motivação para que outras crianças, outros adolescentes e jovens, até mesmo professores entre outros membros da Comunidade Educativa se interessem em participar; quanto maior for a participação, mais se multiplicará as oportunidades da aproximação desta Comunidade com o testemunho de fé e os propósitos do Reino de Deus. É assim, passo a passo, com simplicidade, mas também alcançando avanços e resultados significativos, poderemos chegar à tão desejada Escola em Pastoral (DA 365–370).

Convém registrar que não pretendemos apresentar uma receita, mas, um caminho possível de reflexões com o desejo de alcançar o entusiasmo necessário para este investimento eficiente em nossas Escolas Católicas. Propomos a mistagogia como caminho para alcançar uma espiritualidade autêntica, que responda aos mais diversos desafios, exalando o bom odor de Cristo (2Cor 2,14) tanto entre aqueles que creem quanto entre aqueles que não creem. Não se trata de meros investimentos eventuais, neste ou naquele encontro, neste ou naquele formato de conduzir uma oração, mas sim, o investimento pedagógico-teológico a serviço da Comunidade Escolar. A pedagogia e a teologia podem ser grandes aliadas nesse investimento espiritual, desde que, uma esteja a serviço da outra e ambas a serviço dos educandos e de toda a Comunidade Escolar.“Dai-nos olhos para enxergar as necessidades de nossos irmãos e irmãs”. Com estas sábias palavras da Liturgia Eucarística VI-D iniciamos esta reflexão sobre a espiritualidade escolar, um investimento eficiente que visa alcançar a realidade tão desejada de uma Escola em Pastoral. Pode soar estranho trazer a ideia de investimento para dentro de um tema pastoral sobre espiritualidade, mas na verdade, se faz necessário. Em épocas como a que atravessamos, muito se fala em investimentos tecnológicos e inovações, mas pouco se aplica estes conceitos à espiritualidade. Aliás, para quem desejar se aventurar na aplicação destes termos à espiritualidade (investimento, inovação e espiritualidade), cuide bem para compreender com clareza sua essência. Não podermos aprofundá-los aqui, para não perder o foco do tema, mas registramos nossa provocação para reflexões posteriores.

São muitos os desafios que envolvem o tema da espiritualidade no contexto escolar e despertam uma série de perguntas: como desenvolver a espiritualidade de uma forma adequada em nossas escolas católicas tendo presente um contexto confessional tão diversificado? É possível uma espiritualidade desenvolvida junto a pedagogia? De que forma a espiritualidade pode ser desenvolvida sem ser proselitista, ou rasa, ou ainda sem gerar ou fomentar um sincretismo religioso? Aliás, como desenvolvê-la sem perder a identidade confessional católica e, ao mesmo tempo, respeitar o diálogo inter-religioso, o ecumenismo e a liberdade daqueles que não professam uma fé, mas participam conosco em nossas escolas? Estas perguntas apresentadas não são apenas retóricas. Elas retratam alguns dos inúmeros desafios que encontramos em nossas Comunidades Escolares e, também por isso, precisam de respostas, ao menos, caminhos de reflexões que possam nos ajudar chegar a elas.

Sem descuidar dos mais diversos desafios e as mais variadas realidades pastorais de nossas Escolas Católicas em todo o Brasil, mas desejosos de estimular a cada uma delas, comecemos de uma forma simples, a partir de uma realidade possível sugerindo um pequeno e singelo grupo pastoral que se dispõe a preparar as orações, celebrações litúrgicas e até mesmo, algumas festividades junto as equipes pedagógicas. Certamente seus corações se encontram ardentes e desejosos de colocar os pés a caminho (Lc 24, 32-33). Uma adequada preparação litúrgica desse pequeno grupo poderá gerar frutos surpreendentes, dos quais, mais a frente iremos apresentar. Essa preparação exige um Agente Pastoral com formação teológica sólida, capaz de conduzir um trabalho “mistagógico” com esta equipe e, será louvável, se puder ser acompanhada de uma irmã ou irmão consagrados.

Boselli em sua obra “O sentido espiritual da liturgia”, publicado pelas edições CNBB, nos ensina que a mistagogia consiste no “conhecimento do mistério narrado pelas Escrituras e celebrado pela liturgia”. Ela é um recurso eficiente para a espiritualidade da Comunidade Escolar, ela é, em si, a fonte e a força desta espiritualidade desejada e se for devidamente aplicada à pastoral escolar poderá produzir diversos benefícios, como por exemplo, uma espiritualidade mais madura, além do alcance de resultados qualitativos à pastoral. Podemos começar pelo engajamento da equipe; quanto mais engajamento pastoral, maior será a motivação para que outras crianças, outros adolescentes e jovens, até mesmo professores entre outros membros da Comunidade Educativa se interessem em participar; quanto maior for a participação, mais se multiplicará as oportunidades da aproximação desta Comunidade com o testemunho de fé e os propósitos do Reino de Deus. É assim, passo a passo, com simplicidade, mas também alcançando avanços e resultados significativos, poderemos chegar à tão desejada Escola em Pastoral (DA 365–370).

Convém registrar que não pretendemos apresentar uma receita, mas, um caminho possível de reflexões com o desejo de alcançar o entusiasmo necessário para este investimento eficiente em nossas Escolas Católicas. Propomos a mistagogia como caminho para alcançar uma espiritualidade autêntica, que responda aos mais diversos desafios, exalando o bom odor de Cristo (2Cor 2,14) tanto entre aqueles que creem quanto entre aqueles que não creem. Não se trata de meros investimentos eventuais, neste ou naquele encontro, neste ou naquele formato de conduzir uma oração, mas sim, o investimento pedagógico-teológico a serviço da Comunidade Escolar. A pedagogia e a teologia podem ser grandes aliadas nesse investimento espiritual, desde que, uma esteja a serviço da outra e ambas a serviço dos educandos e de toda a Comunidade Escolar.

Autoria:

Júlio César de Macedo Souza