A escola católica: um espaço de evangelização articulada

A escola católica: um espaço de evangelização articulada

Desde que os primeiros religiosos e religiosas organizaram as instituições escolares no Brasil verificou-se que a organização dos currículos, os prédios escolares, os recursos de apoio ao ensino-aprendizagem foram sendo alterados. Não apenas por questões de tecnologia e de novas exigências das legislações no campo educacional, ou mesmo pelo aprimoramento das teorias pedagógicas, mas também porque o modo de ver o mundo, a compreensão religiosa das famílias e estudantes foram alteradas. Passamos de uma perspectiva de um país com uma religião oficial a um estado laico que acolhe e respeita a diversidade religiosa.

Porém, as escolas confessionais católicas ao longo desta história perceberam e procuraram articular o seu papel na sociedade de garantir uma qualidade educacional, mas também de oferecer um espaço de evangelização. No atual contexto pensar uma educação humanizadora, em uma escola com identidade que procura articular o pastoral e o pedagógico é com certeza o desafio das equipes de gestores de cada unidade escolar.

Para tal propomos uma reflexão a partir da leitura de uma educação evangelizadora na escola católica, a partir do compromisso proposto pelo Papa Francisco de um Pacto Educativo Global que favoreça uma escola em pastoral e uma pastoral escolar em diálogo com o currículo evangelizador. Sistematizado a partir de um projeto objetivo que poderá dar suporte a esta escola em diálogo com a ciência, a cultura e as escolhas religiosas da comunidade escolar.

  1. Educação evangelizadora e a escola católica

A educação é a melhor ferramenta para mudar o mundo, já que nos ajuda a crescer em liberdade, verdade e bondade. Diante dos desafios constantes do presente, ela nos proporciona habilidades para enfrentá-los e construir pontes de fraternidade entre os seres humanos. Compreendendo que o pedagógico é essencial à aprendizagem como mudança da sociedade, tanto no âmbito profissional quanto no lazer cotidiano, deve estar imbuído de valores que expressam atitudes de respeito, compaixão, responsabilidade, justiça, comunhão com os diferentes e mudança de paradigma segundo os tempos, as exigências e os lugares. A educação não pode ser um acontecimento apenas parcial ou periférico, deve atingir a integralidade do humano, conferindo-lhe responsabilidade e, ao mesmo tempo, oferecendo-lhe os meios necessários para um profícuo autodesempenho nas tarefas do mundo. Considerando que a educação precisa de uma grande aliança entre os pais e todos os educadores para propor uma vida plena, boa, rica de sentido, aberta a Deus, aos outros e ao mundo. Esta aliança é ainda mais necessária, porque a educação é uma relação pessoal. Ela é um percurso que revela o lado transcendental da fé, da família, da Igreja e da ética, insistindo na dimensão comunitária.

Compreende-se que pensar na educação é pensar nas gerações futuras e no futuro da humanidade, o que exige unir esforços para alcançar uma aliança educacional ampla a fim de formar pessoas maduras, capazes de reconstruir o tecido relacional e criar uma humanidade mais fraterna. Enquanto o Código do Direito Canônico, promulgado em 1983, encontram-se algumas orientações para a educação, pois sendo que a verdadeira educação deve promover a formação integral da pessoa humana, em vista de seu fim último e, ao mesmo tempo, do bem comum da sociedade; as crianças e jovens sejam educados de tal modo que possam desenvolver harmoniosamente seus dotes físicos, morais e intelectuais, adquirir senso de responsabilidade mais perfeito e correto uso da liberdade, e sejam formados para uma participação ativa na vida social (CIC, cân. 795).

Uma educação que humaniza não se limita a fornecer um serviço de formação, mas cuida dos seus resultados no quadro geral das capacidades pessoais, morais e sociais dos participantes no processo educativo; não pede simplesmente ao professor para ensinar e ao aluno para aprender, mas exorta cada um a viver, estudar e agir de acordo com as premissas do humanismo solidário; não prevê espaços de divisão e contraposição. Pelo contrário, oferece lugares de encontro e debate para realizar projetos educativos válidos; trata-se de uma educação – ao mesmo tempo – sólida e aberta, que derruba os muros da exclusividade, promovendo a riqueza e a diversidade dos talentos individuais e expandindo o perímetro da própria sala de aula a cada âmbito da experiência social em que a educação pode gerar solidariedade, partilha, comunhão.

Considerando que a educação católica orienta como princípio a busca do ser humano para dar sentido a sua existência tornando a condição da descoberta da sua Identidade Confessional como missão no mundo. Tal descoberta não prescinde da participação social, mas insere-se nela. Trata-se de uma educação comprometida com alguns princípios fundamentais, tais como a valorização da vida, a ética, a integridade, a honestidade, a defesa dos vulneráveis, o cuidado pela natureza e o equilíbrio ambiental. Verificamos na educação católica os esforços pedagógicos em que se aliam aos valores como solidariedade, justiça, fraternidade, liberdade e equidade. Com a perspectiva de orientar a uma proposta educativa em um horizonte maior como do sentido da vida ultrapassando valores, atrativos e facilidades geradas pelo consumismo como por exemplo. Por isso, é comum encontrar nas escolas católicas diferentes ações sociais que favoreçam a população com maior vulnerabilidade, tais como projetos e articulações que envolvendo a comunidade ultrapassam a mera dimensão acadêmica visando uma formação integral. De forma geral, a ênfase recai sobre o caráter confessional, na centralidade da pessoa de Jesus Cristo, e situa a escola católica na linha da nova evangelização. Por essa razão, quando se fala da educação na perspectiva cristã, referimo-nos explicitamente à opção por uma ética do respeito ao outro, do diálogo e da fraternidade, acentuando o caráter comunitário e, portanto, o relacionamento social como fator básico do processo educativo.

Ao pensar a escola como um todo, compete a todos os segmentos encaminhar as crianças e os jovens para o respeito mútuo, despertando-lhes a atenção e a estima pelos direitos humanos, pela prática da justiça e pelo cumprimento do dever, sensibilizando-os para as exigências de uma fraternidade universal e concreta. A educação evangelizadora assume e completa a noção de educação libertadora, porque contribui para a conversão do ser humano total, orientando-o radicalmente para a genuína libertação cristã, que o torna acessível à plena participação no mistério de Cristo ressuscitado, isto é, à comunhão filial com o Pai e à comunhão fraterna com todos os seres humanos, seus irmãos. Portanto, urge uma verdadeira formação cristã sobre a vida, envolvida nas dimensões do ser humano, que corrija os desvios de certas informações que são recebidas na sociedade; uma educação para a liberdade, um dos valores fundamentais da pessoa. É também necessário que a educação cristã se preocupe em educar para o trabalho, especialmente nas circunstâncias da cultura atual. A educação propõe uma solidariedade que convida as pessoas a confrontarem-se com os desafios da convivência multicultural.

Nas sociedades globais convivem diariamente cidadãos de tradições, culturas, religiões e concepções de mundo diferentes, e daí surgem muitas vezes incompreensões e conflitos. Em tais circunstâncias, as religiões são frequentemente consideradas estruturas de princípios e valores monolíticos, intransigentes, incapazes de conduzir a humanidade à sociedade global. A Igreja Católica, pelo seu lado, «nada rejeita do que nessas religiões existe de verdadeiro e santo», é seu dever «anunciar a cruz de Cristo como sinal do amor universal de Deus e como fonte de toda a graça». Está igualmente convencida de que, na verdade, as dificuldades geralmente são resultado de uma ausência de educação para o humanismo solidário, baseada na formação da cultura do diálogo.

O Concílio Vaticano II ponderou que a importância da educação mediada pela escola, enumerando algumas de suas funções: entre todos os instrumentos da educação, possui a escola importância peculiar. É por força de sua missão que ela aperfeiçoa, com desvelo ininterrupto, as faculdades intelectuais, desenvolve a capacidade de julgar com retidão, faz participar no patrimônio cultural adquirido por gerações passadas, promove o sentido dos valores, prepara a vida profissional, faz nascer relações de amizade entre os alunos de índole e condições diversas e, assim, favorece a disposição mútua de se compreenderem. Compreendendo que a escola continua sendo o lugar onde as pessoas podem ser reconhecidas como tais, acolhidas e promovidas, ainda que não deixemos de criar uma dimensão válida de eficiência e eficácia na transmissão de conhecimentos que permitam a seu público construir um lugar na sociedade, é essencial que sejamos “mestres da humanidade”. Há que se buscar meios aptos para que a existência humana se transforme em uma força viva e atuante na história e no mundo humano.

Efetivamente, na escola propomos a evangelização e a promoção do encontro com uma pessoa, isto é, com Cristo – e este é o objetivo de toda obra evangelizadora – que é capaz de mudar a vida das pessoas e, por conseguinte, de  convertê-las. Cristo não é uma ideia, mas um alguém. E o encontro com esta pessoa histórica torna-se extemporâneo à medida que o acesso a essa pessoa se dá por sua Palavra, seus ensinamentos, seu jeito de ser. A Evangelização consistiria, portanto, na apresentação desta pessoa, no caminho de discipulado que, muito concretamente, significa aprender quem é Jesus, o que Ele fez, o que Ele ensinou, o que Ele significou na história do mundo para que também nós, que estamos há muitos séculos de distância dele, nos tornemos outros “Cristos” na história. Tal é, portanto, o objetivo da Evangelização na escola católica: que todos os envolvidos na educação se aproximem de Cristo para imitá-lo e, imitando-o, possam fecundar o mundo real dos homens com o mesmo amor que Cristo, misteriosamente, fecundou a história humana.

Portanto, a comunidade escolar não só precisa ter contato com atividades pedagógico – evangelizadoras – pastorais em seu currículo que potencializem a experiência de uma educação integral e pautada em competências acadêmicas, mas também sócio emocionais e, não somente mercadológicas. Assim, a escola católica acredita no currículo evangelizador, centrado na missão de Jesus Cristo, onde há a proposta de uma escola em pastoral, que caminha em consonância com as ações pedagógicas e não seja apenas uma retórica, mas que possibilite aos estudantes, por meio dos diversos componentes curriculares e projetos desenvolvidos, a experiência do compromisso cristão com um mundo mais justo e fraterno. A confessionalidade tradicionalmente se expressa em diversos elementos da vida escolar de modo a compor uma identidade visível. Dentro dos elementos mais tradicionalmente associados a identidade confessional, destacam-se: 1) elementos estéticos: presença de imagens de santos fundadores, crucifixo nas salas de aula, cartazes e murais com temática religiosa, o hábito das(os) religiosas(os), hinos; 2) elementos religiosos: orações de abertura e encerramento de atividades, celebrações litúrgicas em ocasiões especiais; 3) elementos pastorais: catequese, encontros de jovens e de familias, preparação para sacramentos, mobilizações e campanhas sociais com inspiração religiosa ou eclesial, participação em eventos da Igreja local; 4) elementos históricos: a instituição, tradicional, conhecidamente católica, antiga e tem alguma história relevante para comunidade em que se insere.

Por essa razão, a escola confessional católica necessita ter muito presente em seu projeto pedagógico qual a essência e o porquê (motivo) de sua identidade e missão. O currículo deve ser evangelizador. A escola católica é também um espaço eclesial, por isso, tem sentido enquanto for um espaço de vivência e perpetuação do carisma. Algo nos diz que não é fácil, mas, com uma formação sólida dos agentes da educação — inserindo nesse contexto, primeiramente, os professores e os funcionários — haverá um forte indicador de que tudo acontecerá. A Base Nacional Comum Curricular brasileira (BNCC), em seus princípios e objetivos, fortalece e propõe uma formação integral oriunda da consciência do fazer e do ser pedagógico, dando condições para que o aluno seja protagonista de sua história e da vida em comunidade. Por isso, ao falar de uma escola confessional, com um currículo evangelizador, deve-se pensar em um espaço-tempo que proporcione experiências significativas nas diversas dimensões da vida humana, seja acadêmica, pastoral, afetiva, psicomotora, política etc. De preferência com várias delas conectadas ao mesmo tempo, uma vez que somos seres complexos, e nem as pessoas, nem as experiências, estão separadas pelas suas dimensões na vida.

Efetivamente, a instituição escolar, independentemente de ser católica ou não, é interpelada pelo contexto sociocultural do momento, o que exige discernimento para buscar uma resposta adequada às questões da atualidade. No atual contexto, lida-se com um forte pluralismo social que incide de maneira especial no campo educacional, ao ficar descartado um sistema único de pensamento, ao ser questionada a hierarquia única de valores, ao se multiplicarem indefinidamente as ofertas de compreensão do mundo e orientações para a vida. De fato, o pluralismo social, com incontestáveis aspectos positivos, favorece o cultivo de um relativismo constante, produzindo um “pensamento frágil” e uma “religião da moda”, uma indefinição na maneira de viver e a rejeição às opções que conduzem a vida a uma determinada direção.

O processo de evangelização no espaço da escola católica, sempre mediado por estas três dimensões: anúncio, serviço e celebração e articulando-se em todos os segmentos escolares, permitirá o estabelecimento de um efetivo projeto para a Pastoral Escolar nas unidades de educação básica a partir dos diferentes carismas. Para a escola católica dar conta da sua função social desde o pressuposto antropológico, coloca-se a demanda da formação por uma racionalidade em favor da vida. A escola torna-se lugar de humanização, já que se utiliza do conhecimento e da apropriação das culturas e colabora com a abertura de novos horizontes, de forma a conduzir o indivíduo a fazer-se plenamente humano. O serviço da escola não implica apenas oferecer conhecimentos acadêmicos ou fazer escolhas de bons conteúdos, mas, principalmente, optar por conhecimentos que se tornem referenciais e se transformem em valores de vida.

Portanto, compete à escola católica: ser uma verdadeira comunidade formada por todos os elementos que a integram; integrar-se na comunidade local e estar aberta à comunidade nacional e latino-americana; ser dinâmica, viva e estar em contínua experimentação franca e leal; estar aberta ao diálogo ecumênico; partir da escola para a comunidade, transformando a mesma escola em centro cultural, social e espiritual da comunidade; partir dos filhos para chegar aos pais e à família; partir da educação escolar para chegar aos demais ambientes educacionais (cf. DMd, p. 55).

Sendo a ação concreta da escola católica para a sociedade e a atuação de serviço impulsionada pelo “anúncio” da Boa-nova de Jesus aos que estão em processo de formação, exatamente, por esta razão, onde se institui a “celebração” de uma comunidade com os mesmos fins, como espaço concreto de simbologias e ritos, que dão significação e sentido para o projeto cristão de vida. A escola católica é um espaço privilegiado e próprio para realizar um autêntico encontro com as culturas, na pluralidade de ideias. É um espaço primoroso de encontro de pessoas em vista de uma nova história a ser pautada e construída a partir das novas gerações. É esta cultura do encontro que simultaneamente faz a escola católica ser um espaço contundente e provocador de comunhão entre pessoas, de diálogo e de partilha de conhecimentos acadêmicos que busquem compreender e promover a vida. Por princípio cristão é território de “paixão e amor educativo, expressão do amor de Cristo pelos pobres, pelos pequenos, pela multidão à procura da verdade”. Neste sentido, uma escola em pastoral seria aquela que está a serviço, que prioriza o cuidado com a pessoa, sua integralidade, que promove a inclusão e a justiça, que trabalha para ressaltar a dignidade de todos, seja qual for sua condição. É a imitação do Cristo Pastor. Este espaço de realização da missão evangelizadora da Igreja que, buscando concretizar sua tarefa, educa de um jeito próprio, a partir dos valores do Evangelho em comunhão com a Igreja. Cabe assim ao Projeto Educativo da Escola Católica apresentar e assumir nos seus propósitos e ações uma síntese entre cultura e fé ao mesmo tempo em que salvaguarda a sua identidade confessional e a realização do seu papel social.

A escola trabalha no sentido de formar seres humanos, profissionais éticos, responsáveis, comprometidos, competentes e solidários. Porém, este agir necessita de uma perfeita sintonia com a cultura da comunidade. É a forma pela qual um povo se organiza política, econômica e socialmente e uma demonstração clara e visível de quais valores estão na base das instituições, bem como da definição de pessoa humana que dá sustentação e baliza as estruturas sobre as quais a sociedade está organizada. Ao conceito de Educação Católica, subtende-se que a pessoa humana é vista como a presença viva de um Cristo que deu a própria vida para que todos se tornassem seres livres e felizes. Isso implica o conceito de próximo que temos; perguntar-se o que significa ser membro de uma comunidade e qual o comprometimento para com ela; o nível de consciência que possuímos de que a realização do eu passa, necessariamente, pela do outro; a consciência de que a felicidade se constroi na medida em que somos capazes de ser para e com os outros e de que somos livres para que, consciente e despojadamente, fazemos nossas opções, a fim de sermos os construtores de nós mesmos e assim podermos nos realizar.

A Escola católica é um espaço profético missionário da Igreja presente no campo da cultura acadêmica. Enquanto Igreja, por sua missão primeira, a Escola Católica evangeliza pela sua presença e atuação, sendo sinal de Deus entre crianças e jovens estudantes e toda a comunidade educativa. De acordo com o Código de Direito Canônico, para dar conta de tal múnus, a Escola Católica precisa ter presente todas as dimensões de ser humano, anelando desenvolver com maestria e dignidade o afetivo, o psíquico, o cognitivo, o físico e o espiritual de cada um e de todos os seus membros para que “adquiram um sentido mais perfeito da responsabilidade e o reto uso da liberdade, e sejam preparados para participar ativamente na vida social” (CIC, can. 795).

Diante dessa renovada consciência, escola em pastoral significa ser uma escola inserida na missão da Igreja, verdadeiramente confessional, que evangeliza, colocando-se a serviço do desenvolvimento integral da pessoa humana. O termo indica e promove uma ação evangelizadora integrada e integradora, o que implica preparar pessoas que, estando abertas a experiência do encontro com Jesus, possam viver com as diferenças e ser capaz de dialogar e de promover a esperança, ou seja, colocar em movimento processos de mudança para que o mundo seja cada vez mais fraterno. Assim, por meio do projeto educativo da escola e do projeto de vida de cada educador e de cada educando, torna-se possível atender aos desejos mais profundos e as necessidades de realização para reinventar e recriar cotidianamente a realidade. Esta é a função mediadora exercida pela Pastoral Escolar, que ajuda na tomada de consciência para levar a mudanças internas e externas, ampliando a possibilidade de novos aprendizados e de um tipo de intervenção no meio para transformar e gerar vida plena para todos.

A escola católica é convocada, por seu ambiente, a desenvolver atividades de instrução e aprendizagem que favoreçam valores propostos pelo Evangelho, mesmo na pluralidade dos contextos culturais e na variedade de possibilidades educativas, que colaborem na formação do respeito pela dignidade de cada pessoa e pela sua unicidade, visando ao equilíbrio nos aspectos cognitivos, afetivos, sociais, profissionais, éticos, espirituais; e ao encorajamento, para que cada estudante possa desenvolver os próprios talentos, num clima de cooperação e de solidariedade. Além disso, deve objetivar também a promoção da pesquisa científica com empenho rigoroso em relação à verdade, com a consciência dos limites do conhecimento humano, mas também com uma grande abertura da mente e do coração; para o respeito pelas ideias, a abertura ao confronto, a capacidade de discutir e colaborar em espírito de liberdade e de atenção pela pessoa.

Efetivamente a escola católica é um espaço privilegiado e próprio para realizar um autêntico encontro com as culturas, na pluralidade de ideias. É um espaço primoroso de encontro de pessoas em vista de uma nova história a ser pautada e construída a partir das novas gerações. É esta cultura do encontro que simultaneamente faz a escola católica ser um espaço contundente e provocador. Esta escola católica é instada a discutir continuamente sua identidade para responder aos novos desafios e simultaneamente dialogar com os novos contextos. Para tanto, os últimos documentos do Dicastério para Educação Católica, bem como eventos que discutem a educação confessional dessa denominação, retomam aspectos das discussões desde a Gravissimum Educationis e desafiam a propor perspectivas frente à pluralidade e aos novos contextos sociais.

Nas escolas católicas, especialmente no Brasil, convencionou-se criar o setor de Pastoral Escolar para sistematizar as atividades evangelizadoras como sinal de compromisso com sua missão eclesial. A mudança de legislação e do perfil de famílias e estudantes que buscavam a escola, nem todos os católicos, escola em pastoral também exigiu reformulação na forma de cumprir seu propósito. A diminuição de religiosos e religiosas nas instituições foi o fator que, em muitos casos, acelerou este processo. Começou-se, então, a falar de “escola em pastoral”, remetendo a necessidade de a escola, neste novo e plural cenário, permanecer fiel à sua proposta inicial enquanto acontecia uma reorganização do lugar da catequese, das aulas de religião e do ensino religioso. Portanto, é necessário perceber a natureza da pastoral de maneira sistêmica junto aos demais Profissionais da equipe pedagógico-educacional e compreender a dinâmica dos serviços pedagógicos que se colocam em estreita relação com toda e qualquer situação presente na escola. Toda e qualquer atividade escolar pressupõe objetivos a serem alcançados e devem estar inseridos em um planejamento específico. Já a ação evangelizadora na sua amplitude é o que explicita um Projeto Político Pedagógico da Escola Católica. É este que mostra o rumo que a escola se propõe percorrer e construir.

Presente na Constituição Federal brasileira, o respeito às diversas formas de crer vem ao encontro da própria proposta de Jesus, uma vez que Ele anunciou e desejou vida em abundância a todos, e não só aos que criam nele. Afirmar sua própria identidade confessional em um contexto de diversidade, mantendo o diálogo e o respeito, e contribuir no discernimento e elaboração do projeto de vida, de crianças, jovens e adultos é compromisso da educação. No caso das escolas confessionais católicas, a filiação à Igreja Católica Apostólica Romana assume várias possibilidades e dimensões. Talvez a que mais nos interesse seja a dimensão eclesiológica da confessionalidade, uma vez que as escolas são presença da Igreja e, por isso, compartilham da mesma missão evangelizadora da Igreja. O contexto em que a maior parte das escolas confessionais brasileiras se encontram exige debate estratégico acerca da sustentabilidade financeira, retenção e captação de estudantes e entrega de resultados acadêmicos reconhecidos pela sociedade. Neste contexto, deve-se evidenciar dois elementos. O primeiro deles diz respeito à permanência do conceito “curriculum evangelizador” e “escola em pastoral”. A insistência em utilizá-los é um reforço para que não se esqueça a missão essencial pela qual as escolas confessionais iniciaram e pela qual ainda permanecem.

Um percurso de evangelização que se propõe conhecer as narrativas sobre Jesus, seria suficiente ter na escola católica um ou dois períodos semanais de Ensino Religioso em uma perspectiva confessional. Ao final da educação básica, os estudantes estariam subsidiados de informações sobre a fé cristã. Uma alternativa, neste modelo restrito aos relatos cristãos, seria a oferta compulsória de catequese dentro do ambiente escolar, ou em uma comunidade próxima.

  1. Compromisso da evangelização – Pacto educativo

“Evangelizar” indica que elementos característicos do Evangelho estão presentes na convivência humana. A ação desse verbo implica levar a proposta de Jesus a outras pessoas. E isso não se restringe a levar as narrativas históricas. Existe uma frase atribuída a São Francisco de Assis, que revela este sentido: “Evangelizai sempre. Se necessário, utilizai palavras”. Revelando que o Evangelho não está naquilo que se comunica verbalmente, mas que se anuncia com toda nossa forma de agir.

A Constituição Apostólica Gaudium et Spes evidenicia  o mundo contemporâneo e o cuidado que a Igreja pode e deve oferecer ao ser humano, visto que a missão do Redentor é salvar a humanidade. São Paulo VI afirmava que a Igreja é a “serva da humanidade”. Assim, a evangelização vem sendo entendida como o anúncio explícito de Jesus Cristo vivo e o cuidado com a pessoa em todas as suas dimensões e condições, sobretudo na urgência de resgatar a dignidade da pessoa humana perante a sociedade de consumo, do descartável, da exclusão. Há uma diferença substancial ao considerar os Evangelhos, uma vez que eles já foram escritos, e não se pode continuar escrevendo-os. Por outro lado, “evangelizar”, enquanto verbo, indica a ação de um texto. Se a essência do termo indicasse simplesmente a reprodução (decorar, ler literalmente…), não necessitaria ser esta – evangelizar – uma palavra em específico, poderia se utilizar “ler a narrativa da vida de Jesus”.

Um dos ambientes privilegiados para o anúncio do Evangelho é a escola. E por ser um ambiente tão diversificado, o desafio permanece ainda maior e mais gratificante, principalmente, nos dias atuais, em que acontecem transformações em ritmo frenético e, então, as formas de se chegar até a juventude ficam mais exigentes. Vale ainda ressaltar que o ato de evangelizar exige que, pelo menos, duas pessoas estejam conectadas aos valores do Evangelho: a pessoa ou as pessoas protagonistas da ação e a pessoa que está sendo convidada a se juntar a ação. É um ato de relações, que permite troca e ressignifica ação constante. Desta forma o discurso sobre esse espaço caracteriza-o como instituição social e responsável pelo processo contínuo de socialização, como o lugar por excelência para formar o ser humano, que é um tempo de Evangelizar, ou seja, significa anunciar o Evangelho, pois antes, porém, justo recordar que toda concepção de Evangelização se atrela a uma determinada concepção de Igreja (eclesiologia) e, consequentemente, produz uma determinada práxis pastoral que confirma tal visão eclesial.

Evangelizar constitui discípulos, com a finalidade do anúncio do Evangelho e não outro, se não permitir que mais pessoas adiram ao caminho proposto por Jesus; Evangelizar é um ato confirmado pela autoridade de Cristo, que é o modo de ensinar um modo de vida. Não apenas a transmissão de um conteúdo teórico. Existem preceitos, modos de ser, comportamentos que configuram o discípulo de Cristo; Evangelizar é testemunhar. Intimamente ligado ao anúncio está uma dimensão prática (ética, moral e política) do evangelizador que deve, por seus atos, dar testemunho, ou seja, evidenciar a experiência de seguimento da qual ele se faz transmissor; A Evangelização como tarefa da Igreja compartilhada com as escolas católicas torna-se um imperativo e um desafio, pois a função primeira da escola, diferentemente das paróquias, não é a evangelização, mas a educação. Assim, a Evangelização desafia a escola a pensar em como “evangelizar educando e educar evangelizando” – um paradigma a ser compreendido. Ressalta-se que a abertura ao outro é colocada como a chave e o fundamento primordial, já que: Papa propõe um compromisso por e com um pacto educativo global; Não propõe uma ação educativa, quer dizer, não convida a elaborar um programa, mas concentra as intenções, olhares e esforços num pacto, ou seja, em uma aliança educativa. Para que aconteça um pacto é necessário sempre haver dois, o que quer dizer, mais pessoas diferentes e diversas que se comprometam por uma causa comum.

O caminho do pacto educativo global pretende facilitar as relações interpessoais, reais, vivas e solidárias. Assim, inicia-se um projeto duradouro que visa formar as pessoas que estejam dispostas a se colocarem ao serviço educativo da sua comunidade. Uma pedagogia concreta – baseada em testemunho, conhecimento e diálogo – é um ponto de partida para uma mudança pessoal,social e ambiental. Por esta razão é necessário um “amplo pacto educativo, capaz de transmitir não só o conhecimento dos conteúdos técnicos, mas também e sobretudo a sabedoria humana e espiritual, feita de justiça” e comportamentos virtuosos capazes de serem realizados concretamente.

O pacto educativo global demonstra que não é possível educar isolados, compartimentados, fragmentados. Pois, para Francisco, “não é possível educar sem induzir à beleza, sem induzir o coração à beleza. E o caminho da beleza é um desafio, que deve ser enfrentado”. Para dar conta dessa convocação e do apelo a um novo pacto educativo, Papa Francisco propõe compromissos a serem assumidos e vivenciados. São eles: Colocar a pessoa no centro de cada processo educativo; Ouvir as gerações mais novas; promover a mulher; responsabilizar a família; abrir-se à acolhida; renovar a economia e a política; cuidar da casa comum. Para que essa proposta possa acontecer é preciso que nos unamos na reconstrução de um Pacto Educativo Global, traduzido em uma ampla Aliança Educativa, que envolva todas e  todos. Toda mudança significativa exige estratégias bem pensadas, planejadas, a educação é a aposta e a porta para essa mudança acontecer, para isso, uma “aldeia educacional” precisa ser construída. Pois, abertura ao outro como fundamento entende também que: Há um pacto quando, mantendo as recíprocas diferenças, se opta por colocar as próprias forças ao serviço do mesmo projeto; Há um pacto quando se reconhece no outro, o diferente, não uma ameaça a identidade, mas um companheiro, onde se descobre nele o esplendor da imagem de Deus.

Nesse aspecto, os professores são “artesãos” das gerações futuras, o que faz ser de suma importância investir constantemente na formação dos educadores. Mas é preciso investir com os mais elevados padrões de qualidade e condições, ou seja, em todos os níveis acadêmicos, razão esta que se coloca para um compromisso comum, tendo como horizonte reconstruir intencionalmente um novo pacto educativo global.

  1. Escola em pastoral – pastoral escolar

O termo “pastoral” advém de “pastor”: aquele que chama, reúne, aponta o caminho de novas possibilidades, cuida, anima, conduz, zela e guarda a vida dos seus. Pastoral é a ação organizada da Igreja enquanto Povo de Deus. É o empenho da Igreja em permear a escola com o espírito do Evangelho, que pretende a evangelização – no sentido amplo e extensivo – da escola, enquanto centro de educação cidadã e como instrumento de formação humana. É um modo de evangelização assumido por toda Comunidade Educativa, com valores humanos e cristãos. Procura trabalhar com as crianças, os jovens, os educadores, os colaboradores, as famílias e com a comunidade na qual a escola está inserida. Nosso compromisso no campo educacional se resume à linha pastoral da inculturação: a educação é a mediação metodológica para a evangelização da cultura. Portanto, pronunciamo-nos por uma educação cristã desde a e para a vida, no âmbito individual, familiar, comunitário e do ecossistema, que fomente a dignidade da pessoa humana e a verdadeira solidariedade; educação a ser integrada por um processo de formação cívico-social inspirado no Evangelho e na Doutrina Social da Igreja.

A partir desta perspectiva propomos uma “escola em pastoral”, que neste horizonte, remete aquela condição de concretização desta missão no seio da instituição educativa, indicando, sobretudo, a prática evangelizadora, envolvendo toda a comunidade educativa, sobretudo os processos pedagógicos, explicitados no Projeto Político Pedagógico, ou equivalente. Ele visa a enfatizar o dinamismo da vida pastoral da escola, servindo como critério de discussão para que a escola católica revisitasse constantemente a própria identidade católica em sua essência, despertando para a responsabilidade de todos, quanto a vivência dos valores do Evangelho.

Logo, uma escola em pastoral deve ter em mente, que todos os envolvidos se sintam corresponsáveis pela missão evangelizadora, sob o risco de, se acaso deixar essa dimensão de lado ou reduzi-la a um departamento isolado da estrutura orgânica, deixe de ser confessional. Compreendendo que o diálogo entre educadores, educadoras (professores/as, setores administrativos e gestores/as) e a visão sistêmica da escola é fundamental para que se concretize a identidade da escola católica, afinal, não se propõe que as coordenadas do setor de pastoral entendam de matemática, por exemplo, tanto quanto a pessoa docente, mas que compreendam a dinâmica dessa aula para poder subsidiar a docência com o viés pastoral. Esta interface deveria estar tão óbvia que não seria necessário ser evidenciada por meio do termo “Escola em pastoral” ou “curriculum evangelizador”. Há uma crítica recorrente aos conceitos ao afirmar que em uma escola todos desenvolvem um papel educativo, e nem por isso se fala em “escola em pedagógico”. Contudo, a evidência que os termos relacionados a evangelização querem ressaltar ainda se faz necessária. A função pedagógica já está mais clara a todos. A evangelizadora ainda necessita ser mais vivida e aprofundada.

Entretanto, há diferentes compreensões acerca da expressão. Para alguns, o termo “escola evangelizadora” seria mais apropriado; para outros, ser escola confessional já implica a ação evangelizadora. Independentemente dos termos, é importante compreender o que implica participar da ação evangelizadora da Igreja para além dos momentos celebrativos e atividades propostas pela Pastoral Escolar. Atividades são estratégias que levam a resultados, que são passíveis de avaliação e ajustes, e devem estar interligadas ao contexto e com propósito definido. Este modelo de antropologia, a cristã, coloca-se no papel de levar o rebanho todo, ou seja, toda a comunidade educativa, a boas pastagens. É necessário que toda a instituição, toda sua estrutura, cultura e currículo de escola católica estejam colocados a serviço de uma educação verdadeiramente cristã, o que implica assumir e constituir o processo de humanização na sua plenitude. Para isso, a responsabilidade das relações saudáveis, dos conteúdos significativos, das experiências transformadoras e todas as demais atuações de fazer educação colocam-se na perspectiva e adentram na dimensão de uma escola que se faz evangelizadora; portanto, de uma Escola em Pastoral, do cuidado primoroso da vida na sua integralidade.

Por fim, vale ainda destacar que numa escola em pastoral, a que vivencia um curriculum evangelizador, não existe a dicotomia entre ser excelente academicamente e vivenciar os valores cristãos. Talvez nunca tenha existido, apesar de tentativas de justificar, especialmente em propagandas ao estilo “nesta escola seu filho passa na universidade reconhecida” ou “ensinando valores”. A Pastoral Escolar como elemento orgânico das escolas só tem razão de existir naquelas escolas que são confessionais. Não faz sentido, em razão da laicidade do estado, que uma escola pública, por exemplo, tenha um “departamento de pastoral”, ainda que seja missão da Igreja acompanhar pastoralmente a educação pública por meio da Pastoral da Educação. Nesse sentido, um primeiro elemento unificador emerge: a confessionalidade. Uma escola confessional é aquela que publicamente confessa uma fé.

Esta pastoral é um serviço eclesial a sociedade e pelo qual se imprimem conceitos de caridade, bondade, justiça, solidariedade entre outros; o que, no entanto, não basta. O termo Pastoral, por sua vez, remete à ação do pastor que cuida do seu rebanho, provendo-lhe as necessidades. Jesus é o modelo de pastor. Ele mesmo se apresenta como o que busca a ovelha ferida (Mt 18,08-14), que não foge ao ver o lobo (Jo 8,12), que dá a vida por suas ovelhas (Jo 8,11). É a partir de seus gestos que a Igreja cunha o termo pastoral e modela sua ação no mundo. Portanto, a missão de cuidar e proteger se faz na dimensão de uma educação que seja libertadora e integral. A Pastoral Escolar pressupõe não somente disponibilidade para trabalho em equipe, mas forte inclinação e capacidade para tal. Neste aspecto, se coloca a correlação entre a teologia e a pedagogia como duas ciências das áreas humanas que possuem cientificidades próprias e, ao mesmo tempo, interdependentes. Ou seja, articular pedagogicamente o projeto de Deus visando o fortalecimento da integridade e da identidade do ser humano como sujeito na e da história, dentro de um contexto escolar aberto e inclusivo, auxiliando, desta forma, o corpo docente, discente e administrativo. Constituindo então, como o conjunto orgânico de estruturas formais educacionais necessárias para levar à prática um projeto educativo integral, envolvendo toda a comunidade escolar. Entretanto, a Pastoral Escolar via- se diante do perigo de assumir sozinha a tarefa evangelizadora na Escola Católica, ou seja, sua identidade confessional.

Pressupondo não somente disponibilidade para trabalho em equipe, mas forte inclinação e capacidade para tal. Neste aspecto, coloca-se a correlação entre a Teologia e a Pedagogia como duas ciências das áreas humanas que possuem científico cidades próprias e, ao mesmo tempo, interdependentes. Compreendendo que a Pastoral Escolar se coloca mediante o novo arquétipo de ser humano, fruto da pós-modernidade, ou segunda modernidade. Um indivíduo muito informado e cada vez mais desestruturado, mais adulto e mais instável, mais volúvel, menos ideológico e mais tributário dos modismos. Mais aberto às novidades e mais influenciável, mais crítico e mais superficial, mais cético e menos profundo.

A Pastoral Escolar só é possível e se torna conveniente em uma escola que se constitua em uma Escola em Pastoral. Ou seja, quando toda a escola, quer em seus princípios, quer em suas ações, preocupa-se com a dimensão cuidado profundo com cada pessoa, com o ambiente, com o planeta, enfim, com a vida toda no seu sentido mais amplo. Portanto, é a atuação e intervenção que cria condições e estratégias para contagiar cada membro da comunidade escolar, cada setor da escola, para que os princípios cristãos sejam assumidos e testemunhados por todos. A ação dos professores, por exemplo, na abordagem dos conhecimentos, podem ser portadores e transmissores de princípios antropológicos da fé cristã de forma atual, acadêmica científica.

Propomos alguns elementos que funcionam como amalgama das muitas experiências de Pastoral Escolar, acabamos por especificar que a Pastoral Escolar tem por tarefas: contribuir para a confessionalidade da instituição ao intervir na gestão, na construção do currículo e na criação de práticas pedagógicas em consonância com o Evangelho; sustentar o carisma, permitindo que ele se manifeste de maneira atualizada e encarnada no cotidiano da escola; evangelizar da maneira que lhe é própria. Coloca-se assim a Pastoral Escolar em vista da participação e da transformação da sociedade, assegurando a efetividade de um projeto pedagógico que assuma valores a partir do Evangelho. É crível que devido ao próprio contexto a Pastoral Escolar é determinada pela dimensão pedagógica. O que isso quer dizer que a base na qual se apoia a Pastoral Escolar e educacional. Desconsiderar esta situação implica em construir uma perspectiva de trabalho sobre uma base instável e descontextualizada. Portanto, é necessário perceber a natureza da pastoral de maneira sistêmica junto aos demais profissionais da equipe pedagógico-educacional. E compreender a dinâmica dos Serviços pedagógicos que se colocam em estreita relação com toda e qualquer situação presente na escola.

Assim, à Pastoral Escolar cabe intencionalmente promover a mediação entre as pessoas e Deus, das pessoas com outras pessoas, e das pessoas consigo mesmas e desta forma, resgatar as esperanças e promover a dignidade do ser humano; por meio de três dimensões: ANÚNCIO, SERVIÇO e CELEBRAÇÃO.

O anúncio do Evangelho é a missão por excelência de toda pessoa que manifesta sua fé e sua confiança no Deus Criador do universo. O anúncio do Reino e o compromisso de todo aquele que acredita na fraternidade, pois o Reino de Deus é uma realidade que precisa ser socializada, enriquecida, comunidade vivida entre os cristãos. O grande compromisso do cristão é atender ao chamado de Deus para ser instrumento do bem, da paz e da solidariedade, promovendo a libertação e a promoção do ser humano, a fim de que encontre seu caminho, integrando-se na sociedade, para promover sua dignidade e sua integridade. O anúncio do Reino é missão do cristão: “Vai e anuncia o Reino de Deus” (Lc 9,60b).

A dimensão do “serviço” se coloca na ação contextualizada da escola católica e da sociedade em colaboração com as demais instituições sociais que também instruem. Porém, é, especialmente, em parceria com as famílias que necessitam educar/formar seus Filhos que o serviço toma forma e se constitui. Promovendo ainda um sentido de responsabilidade que acompanha cada um para que desenvolva uma atitude crítica, mas também criativa perante a sociedade em que vive. Além disso, entende que o “corpo” físico e o meio de comunicação e o instrumento que manifesta o entendimento e a aplicabilidade do conhecimento e que, portanto, precisa ser orientado para experiências afetivas e de respeito também a própria sexualidade. Para isso, incentiva a cuidar do ambiente social por meio de uma ação pessoal e solidária em face da construção de situações que irão favorecer a realização pessoal, afetiva, profissional e espiritual.

As celebrações no ambiente confessional compõem um quadro ritual que são uma “linguagem em gestos”, que expressam o relacionamento com Deus, espiritual e corporalmente. “Os ritos religiosos procuram situar o homem em um tempo e em um espaço sagrado que irão dar sentido as suas atividades no tempo e espaço profano”, de forma mais simples ou elaborada, com mais uso dos gestos ou das falas. O lugar de destaque nas celebrações e da Palavra de Deus. Nenhuma celebração na escola católica deve prescindir da leitura da Sagrada Escritura. E essencial que toda a ação evangelizadora na escola seja animada pela Palavra de Deus, tendo-a como “força motriz de todas as atividades”, para “imprimir um jeito de ser e atuar próprio do cristão que segue o Caminho que e Jesus Cristo”. Já em Aparecida, reconheceu-se a Palavra de Deus como lugar privilegiado para o encontro com Jesus (DAp, p. 247-249). Toda ação pastoral tem a Palavra de Deus como sua fonte, logo, as celebrações devem ser o lugar privilegiado para a escuta da Palavra.

Para a Igreja Católica, o rito responde a concretização de fidelidade à Aliança e a memória, entendida como manter viva a ação de Deus na história, como testemunha a Sagrada Escritura em seu conjunto. Por isso mesmo, a estrutura básica compõe-se de palavra-sacramento. Ele compreende a escuta da Palavra de Deus e a ação sacramental que traz em si eficácia, mas que também leva a adesão e a vivência de valores éticos no tempo presente. Ganha sentido o tempo, o espaço, as relações, as etapas da vida, as condições sociais, enfim, abrangem e ressignificam todo o ser e agir da pessoa. Para isso, a Pastoral Escolar necessita ancorar-se e estar apoiada em uma antropologia crista. Este e um conceito que leva o ser humano a articular sua existência com o mistério central da vida de Jesus Cristo desde sua Encarnação, Paixão, Morte até a Ressurreição. Por fim, a Pastoral Escolar como organismo dentro das instituições e responsável pela evangelização. Cabe a pastoral propor caminhos de evangelização – de encontro com Cristo, com o Evangelho, com os irmãos. Esta evangelização acontece de muitas formas e por diversos meios, mas sempre atenta ao espaço especifico da escola e suas limitações. Logo, a evangelização promovida pela Pastoral Escolar não é igual a evangelização que compete a paróquia ou a movimentos eclesiais. Existe algo que lhe especifica e que lhe compete dentro da escola/universidade católica: na escola a Evangelização está relacionada a própria tarefa de educar, portanto, trata-se de um evangelizar educando e educar evangelizando. Por isso, a Pastoral Escolar participa da constante atualização do currículo, para que ele seja evangelizador; há uma diferenciação na linguagem, visando a incluir outras experiências de fé, uma vez que na escola confessional católica existem estudantes e educadores não católicos, e há um forte componente propositivo e pouco apelo dogmático, visando a uma evangelização mais voltada a criar um humanismo solidário do que, necessariamente, produzir uma adesão de fé. Isso não significa, contudo, que o elemento religioso esteja ausente, mas que e ressignificado e ampliado de acordo com a dinâmica pedagógica.

Portanto, a escola será em pastoral ao assumir uma Pastoral Escolar que a todos e a cada um proponha ir construindo paulatinamente uma identidade pessoal e coletiva dentro de uma sociedade que se constitui em uma aldeia global. Causa pela qual o espaço escolar é um espaço eclesial onde se realiza o desejo de oferecer a todos a possibilidade de instrução e de formação humana e cristã e inserção no mundo, tendo acesso aos meios necessários para a realização própria. Temas como a solidariedade, a sustentabilidade, as múltiplas diferenças sociais e culturais, o diálogo em todas as suas esferas, entre outros fazem parte da proposta educativa católica. Os dias atuais são marcados pela complexidade, pela fluidez das relações, pela imprevisibilidade e pela velocidade com que tudo acontece, colocando em discussão a ética de nossas decisões, seja na esfera individual, seja na esfera coletiva.

Uma ação pastoral na Escola Católica não implica apenas realizar celebrações, mas fazer com que seja compreendido o sentido do que está sendo celebrado. A ação celebrativa deve ser vivida, e não apenas assistida. Uma comunidade educativa católica ciente de sua missão evangelizadora, além de criar um ambiente de vivência dos valores do Evangelho, deve também se sentir responsável pela experiência do encontro com Deus nas celebrações, buscando, especialmente os responsáveis pela evangelização, que são os educadores, aprofundar-se nesta experiência e no conhecimento do mistério contido nas mais diversas expressões celebrativas. Mais do que realizar missas ou outras celebrações, trata-se de significar tais momentos, mesmo os que não são vividos na escola. Seria bom saber que os estudantes e ex-estudantes da Escola Católica participam das celebrações dominicais, das festas litúrgicas e de práticas devocionais de forma consciente e madura.

  1. Currículo evangelizador

O currículo evangelizador é a organização da aprendizagem a partir de um viés pastoral. Algumas instituições têm denominado este processo como “escola em pastoral” que reuniria o modo de toda a escola ser. Diz respeito a sua identidade, a sua espiritualidade e missão, ao modo de ensinar e, também, Curriculum evangelizador ao conteúdo que ensina. Deste modo, a escola em pastoral não reduz sua missão evangelizadora a um setor dentro da escola. A ideia de um curriculum evangelizador rechaça qualquer tipo de segmentação do saber ou de qualquer cisão entre o pedagógico e o pastoral como fizeram algumas instituições confessionais que, ou davam ao Ensino Religioso a função de cumprir a Pastoral Escolar, ou de separar totalmente de modo que professores e agentes de pastoral sequer se conhecessem. É preciso conectar todas as aprendizagens da escola, uma vez que o ambiente escolar é vivo, dinâmico, complexo e vivenciado em um mesmo ambiente, por um mesmo conjunto de pessoas.

A identidade cristã da instituição deve ser celebrada de forma a se ressaltar esta unidade que o currículo evangelizador expressa. Desta forma, a escola pode oferecer o momento litúrgico “E” estar como interface no planejamento de todos os docentes “E” ser uma dimensão essencial da formação dos colaboradores, e assim por diante. Além desta, são conhecidas as teorias tradicionais e as teorias pós críticas. As teorias tradicionais têm um sentido mais utilitarista, em que a escola é vista como uma preparação, ou para o mercado de trabalho (Babbit) e, portanto, deve funcionar como uma empresa, ou para a vida em sociedade (Dewey), e funciona como uma comunidade. Os temas recorrentes destas teorias são disciplina, organização, tempo e ensino. Ao olhar para a multiplicidade de teorias sobre os currículos, percebemos que a elaboração e planejamento de um curriculum são situações de disputas. Dentro do currículo, disputam-se visões de mundo, de educação, de subjetividade, de educador. Nesse sentido, como se comporta um currículo evangelizador e o que seria ele?

Iniciemos com os conceitos básicos da vivência e do processo do currículo evangelizador. A palavra currículo é a expressão de um somatório de aprendizagens que se formaram ao longo de semestres e anos letivos, tendo como meios os componentes curriculares, os eventos ocorridos, os projetos realizados, as observações contidas nos quadros e nas escritas das paredes das escolas, assim como palestras e visitas a campo. Seus vieses são fundamentados em valores, princípios, diretrizes que expressam o carisma, a identidade e a missão clara de ser um currículo evangelizador. Isso requer dos agentes da escola, incluindo pais e sociedade, que acolham o currículo como processo para seu autoconhecimento e para sua prática cristã. Já as teorias pós-críticas problematizam, além das relações de poder, especialmente a cultura. “Quem são as pessoas e grupos representados?” e “Os saberes de quais povos estão contemplados?” são perguntas recorrentes. Não comprometeria o currículo formal na grade de horários, mas garantiria o acesso às informações consideradas essenciais. Contudo, o que se defende neste texto e que ter acesso somente as narrativas e doutrinas cristãs não garante um processo significativo de evangelização. O currículo evangelizador nada mais é do que uma pastoral educativa assumida por todos os professores e funcionários da escola. É como uma cascata, que parte do testemunho da gestora central, perpassando todos os serviços pedagógicos, administrativos, famílias, alunos, até chegar à menor criança que há na escola.

Os conceitos de curriculum, escola em pastoral e excelência, por si só remetem a ideia de complexidade, ou seja, de que são necessárias várias atuações conjuntas para que sua efetivação seja plena. Talvez, no período histórico em que se esteja vivendo no século XXI, esta complexidade faça ainda mais sentido. Não se pode reduzir todo o desenvolvimento de uma criança e adolescente em vários anos na educação básica a um único resultado, como se esse fosse suficiente para balizar o que viveu, e o que está por vir. E o conjunto dessas experiências que fazem ou não sentido, mesmo que uma mais que as outras. E, quando se fala em um conjunto, significa que são possíveis diversas vivências ao longo da vida escolar, sejam elas do currículo formal, informal ou oculto. Para se chegar a definições acerca do currículo evangelizador, antes se faz necessário trazer elementos dos conceitos “currículo” e “evangelização”. Há uma curiosidade no termo “evangelizar”, que e, ao mesmo tempo, reveladora para que se possa compreendê-la. Note-se que este e o único gênero literário que, estando no infinitivo, indica que o próprio texto está em ação. Ao falar, por exemplo, de dissertar, está se indicando a ação de escrever uma dissertação. Da mesma forma, pode-se referir aos gêneros, quando escrito, “narrar”, “descrever”. Se fosse o caso de indicar para a vivência daquilo que se está escrito, os gêneros textuais em geral necessitariam de um outro verbo como complemento, como “viver a poesia”, “realizar o que diz a dissertação”, e assim por diante.

Pode-se citar como exemplo aqui o time de basquete da escola, os grupos pastorais, catequeses etc. Também existe o currículo oculto, o mais difícil de se fazer a gestão, pois sua presença é sempre difusa nas práticas pedagógicas. Trata- se, antes de tudo, da cultura da instituição – modos de operar, de vislumbrar a educação – e da intencionalidade com a qual se trabalha. Heloisa Lück coloca a cultura como um elemento central na dinâmica da escola, pois nela expressa-se o modo real de ser e de fazer da escola, isto e, sua personalidade coletiva, que é constituída a partir de como as pessoas, em seu conjunto, pensam e agem. Sobre as intencionalidades, trata-se do sentido pelo qual se fazem as coisas desta ou daquela forma. Percebe-se a intencionalidade não apenas nos documentos formais da instituição, mas especialmente no cotidiano. A intencionalidade do currículo, a pergunta do porquê por detrás de cada prática pedagógica, pode ser relacionado as teorias críticas do currículo que operam uma inversão dos fundamentos das teorias tradicionais. Por este viés, o foco não está apenas na aprendizagem técnica, mas em um questionamento dos próprios pressupostos do saber sociotécnico, percebendo que tal postura acrítica e o que legitima as desigualdades e injustiças sociais. Assim, para as teorias críticas do currículo, “o importante não é desenvolver técnicas de como fazer o currículo, mas desenvolver  conceitos que nos permitam compreender o que o currículo faz”.

Compreendendo a ideia de currículo como a da “pista de corrida” na escola, um percurso que cada estudante irá passar. Mesmo que o caminho planejado seja o mesmo para todos, a experiência que cada pessoa fará no trajeto será única. Sacrista diz que a intenção do currículo (formal) é organizar a vida estudantil nas escolas, dividindo alunos por idade, tempos e aprendizagens a serem adquiridas. Os exemplos citados até agora foram de currículo formal, ou seja, aquele que está planejado por quem de direito o pode, e divulgado foi finalmente pela instituição. Normalmente refere-se a grade dos períodos, divulgando quais são os componentes curriculares aos quais as turmas da escola terão acesso, e quais os conhecimentos nele pautados. Pode indicar também, se assim o for pensado, experiências que os estudantes precisam vivenciar, como voluntariado, celebrações litúrgicas, momentos cívicos, entre outros. Existe também o currículo extra ou informal, isto é, aquele que está legitimado pela instituição, mas que não possui, necessariamente, todos os detalhes, ou os saberes, pré-definidos.

  1. Projeto para Evangelizar

Visando sistematizar um processo que materialize uma escola em pastoral, por meio da organização de uma pastoral escolar mediado por um currículo evangelizador, favorecendo o diálogo entre o pedagógico e um processo evangelizador organizando um processo para agregar ao conteúdo curricular e uma visão inovadora de como dar vida à mensagem de Jesus, apresentando a crianças e adolescentes ao longo do ensino fundamental da educação básica valores e habilidades que os acompanharão por toda a vida e os transformarão em pessoas que trabalham por uma sociedade mais justa, equitativa e solidária.

Como uma experiência educacional, que integra uma pedagogia inovadora com a maneira de viver e entender o mundo por meio do Evangelho, proporcionando direcionamento e acompanhamento aos educadores e pastoralistas.

O que significa hoje ser uma escola católica e transmitir a mensagem de Jesus? Significa promover o desenvolvimento pessoal em todas as suas dimensões, formando indivíduos capazes de enfrentar os desafios do mundo atual. Integrando na sua essência pedagógica e curricular, uma proposta combinada e flexível para que nossos alunos adquiram as habilidades para o nosso cotidiano. Este projeto potencializou a tarefa de humanização da educação como proposto pelo Papa Francisco de colocar a pessoa no centro de todo o processo educativo, organizou-se o trabalho evangelizador aos novos tempos, guiando os estudantes para o encontro com Jesus.

Articulando a proposta curricular em conteúdos e metodologias inovadoras para acompanhar docentes e estudantes. Fomentando a construção conjunta de um projeto educativo pastoral comprometido com a sociedade. Apoiando o acompanhamento das famílias na construção de um presente e um futuro promissor para seus filhos, compartilhando conhecimentos e práticas para o lar. Reconhecemos a importância crucial das famílias na educação, oferecendo um suporte às famílias por meio de propostas de celebrações de dias festivos, atividades de leitura compartilhada para fomentar o tempo de qualidade entre familiares e vídeos com especialistas abordando temas relevantes para auxiliar e confortar as famílias na criação de crianças e adolescentes.

Para tal este projeto sustentado em cinco pilares: 01. Viver o Evangelho hoje que a partir do compromisso do Pacto Educativo Global promovendo o diálogo entre o pedagógico e o pastoral apoiando uma leitura da escola em pastoral. 02. Acompanhar toda a comunidade educativa com propostas dirigidas aos docentes visando a reflexão sobre a prática educativa na escola católica, oferecidas celebrações para apoiar a espiritualidade da comunidade, assim como esquemas para as famílias a partir de temas como: Educação socioemocional, uso responsável da tecnologia, educação na fé e educação em valores. 03. Transformar a  experiência educativa ações para apoiar a formação junto aos estudantes por meio de planos de leituras, aproximação do currículo das diferentes áreas de conhecimento em diálogo com os temas do pacto global como: Casa Comum, Cultura do Encontro, humanização do uso da tecnologia, finalmente a esperança e compromissos social em busca de um aprender com sentido a partir de uma abordagem para evangelização. 04. Construir com as famílias: este pilar visa apoiar o percurso junto aos pais e responsáveis, a partir de vídeos que pretendem acompanhar e inspirar as famílias na educação de seus filhos como temas como: educação socioemocional; educação na fé, educação em valores e o uso responsável de tecnologia.

Além de oferecer roteiros celebrativos a partir do ano litúrgico para que possa apoiar momentos de espiritualidade nas casas. Finalmente roteiro de reflexão com propostas de leitura em família de obras de literatura infantojuvenil visando à formação em valores humanos e cristãos. Estes quatro primeiros pilares apoiam uma perspectiva de uma escola em pastoral. Como o quinto pilar temos o APRENDER PARA VIDA: formado por propostas de trabalho de um projeto por ano organizado em quatro etapas que convidam os alunos a refletir e desenvolver seu projeto de vida. Temos ainda um conjunto de orientações e roteiros para organização de grupos de crianças e adolescentes que deseja desenvolver a vida cristão. Ou ainda outro grupo de propostas para a realização de convivências e manhãs de formação.

Considerações

Esta reflexão visa propor que os conceitos como Escola em Pastoral; Pastoral Escolar e Currículo evangelizador não sejam apenas desejos, discursos a serem realizados. Mas, a partir de um projeto concreto possamos apoiar a identidade das escolas católicas como espaço de diálogo entre o pedagógico e o evangelizador com atenção aos diferentes participantes da comunidade escolar com ênfase aos estudantes e suas famílias. Visando a consolidação de uma escola que contribui para a formação de um cidadão e de um cristão atento aos desafios de nossa sociedade.

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Autoria:

Terezinha Sueli de Jesus Rocha

Sérgio Rogério Azevedo Junqueira